Rádio Resistência

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15/01/2022

Sindicato dos Bancários e Apabanese denunciam Banese de iniciar privatização com fatiamento de Corretora

Banco estadual quer vender negócios do patrimônio de 40 anos da Corretora de Seguros, que pertence ao Plano de Saúde dos empregados(as)

 

Colocando em risco à Caixa de Assistência dos Empregados (as) do Banco do Estado de Sergipe (Casse/Banese), a direção do banco estadual inicia um processo de privatização do Banese, com o fatiamento de setores do chamado balcão de negócios do banco. A pedido da presidência do Banese, no último dia 14, o Conselho de Administração da instituição financeira votou o processo de venda do balcão de seguros, que faz parte de um dos serviços ofertados pela Banese Corretora.

A denúncia é da presidenta do Sindicato dos Bancários de Sergipe (SEEB/SE) e do ex-conselheiro do banco e atual coordenador da Apabanese, respectivamente Ivânia Pereira e Antônio Gois. Com mais de 40 anos de mercado, a Corretora Banese disponibiliza de variados produtos como Seguro de Acidentes Pessoais, Seguro de Vidas, Seguro Automóveis, Seguro Banese Card, Seguro para Celulares e Equipamentos Eletrônicos, Seguro Eventos, Seguro Renda Garantida, Seguro Residencial, Seguro Viagem, Consórcio, Capitalização Banese, Previdência Privada, entre outros.

Nesta segunda-feira (17/01), às 07h30, o SEEB/SE fará ato na porta do Centro Administrativo do Banese, para protestar contra esse processo de privatização.  

“O Banese entregará para o setor privado seu balcão de seguros, sua estrutura, produtos, carteira de clientes. E ao que parece, o mercado irá usar toda a rede e estrutura do banco, inclusive a própria credibilidade da instituição estadual. Ou seja, um patrimônio público constituído há mais de 60 anos terá os negócios de seguros, pertencente à Banese Corretora repassados desta forma para o setor privado”, afirma Ivânia Pereira.

Também funcionária do Banese, Ivânia Pereira afirma que esse fatiamento representa o início da privatização do Banese, comandado pelo atual presidente do banco, Helom Oliveira. “A venda de parte do banco é um caminho ardiloso que tem sido implementado pelos governos e infelizmente agora pelo atual presidente do banco que segue essa cartilha para privatizar o Banese. Esse artificio começa agora com a venda do ‘balcão de Seguros’ para uma empresa privada sem nenhum compromisso com o Estado de Sergipe. O Sindicato dos Bancários envidará todos os esforços para impedir que isso ocorra e para denunciar os planos do governo estadual e da direção do banco. O povo sergipano sabe o quanto o Banese é importante para o estado, para a cultura, para a economia, para as políticas públicas e sociais, para a agricultura familiar, além de gerar milhares de empregos diretos e indiretos”, afirma Ivânia Pereira.

A líder sindical explica que a Banese Corretora faz aporte mensal à Caixa de Assistência, plano de saúde que assiste cerca de 5000 associados e dependentes. “Ao vender a Banese Corretora, o Banese fragiliza e ameaça a existência dessa empresa que é de propriedade da Caixa de Assistência dos associados/baneseanos”, afirma.

“Os privatistas chamam esses processos de parceria, de inovação, mas trata-se, na verdade, da constituição de novas metodologias de privatização dos bens públicos. Como se isso não bastasse pretendem também constituir novas empresas, cujo capital será majoritariamente privado, com a qual o Banese ou suas subsidiárias deverá se associar. Para a realização de sua ganância o mercado conta com a relevante contribuição dos agentes públicos como é o presidente do banco e a maioria dos conselheiros”, afirma Antônio Gois.

Por Déa Jacobina Ascom SEEB/SE