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    Comando vai à negociação com a Fenaban para defender emprego bancário, combate à precarização e fechamento de agências

    05/07/2026
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    Presidente do SEEB/SE, Adilson Azevedo, está em São Paulo para participar da 2ª rodada de negociações da Campanha Nacional Unificada dos Bancários 2026

     

    A segunda rodada de negociações da Campanha Nacional das Bancárias e dos Bancários 2026 para a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) está marcada para esta terça-feira (7), quando a categoria reivindicará da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) a defesa do emprego bancário, o combate à precarização do atendimento e o fim do fechamento de agências.

    O presidente do Sindicato dos Bancários de Sergipe (SEEB/SE), Adilson Azevedo, está em São Paulo para participar da 2ª rodada de negociações. Em Sergipe, em clima junino e acompanhado por um trio pé-de-serra, o SEEB/SE apresentou à sociedade aracajuana os eixos temáticos da Campanha, que traz como mote "Bancários e Bancárias: Feitos de Esperança, Movidos pela Luta". O ato em Aracaju aconteceu na última sexta-feira, 3 de julho, em frente à agência da Caixa Econômica Federal.

    Lucro concentrado

    Os dirigentes sindicais já em São Paulo se preparam para o encontro com os banqueiros e destacam que os bancos seguem lucrando, mas continuam promovendo reestruturações no setor, com o fechamento de agências, transferência de atividades, ampliação de terceirizações e uso de novas tecnologias sem garantir a necessária proteção aos trabalhadores. Em 2025, os cinco maiores bancos obtiveram conjuntamente um lucro líquido de R$ 124 bilhões. Entre 2020 e 2025, os bancos públicos e privados registraram crescimento de 46% e 114%, respectivamente, no lucro líquido. Entretanto, apesar desses resultados multibilionários, desde 2016 o setor eliminou mais de 83,5 mil postos de trabalho e, desde 2015, mais de 8,5 mil agências (queda de 37% na rede física).

     

    A coordenadora do Comando Nacional dos Bancários e das Bancárias, Juvandia Moreira, destaca que a reestruturação, entretanto, não para na queda de agências e do atendimento humanizado e presencial aos clientes, mas inclui a precarização do emprego bancário, com o aumento da terceirização das atividades bancárias e da contratação de funcionários como PJs. "O serviço bancário deve ser feito por bancários, com direitos, segurança e qualidade no atendimento", reforça Juvandia Moreira.

     

    O movimento sindical aponta também que os bancos estão concentrando ainda mais os lucros advindos dos processos de automação e do uso de novas tecnologias, como a Inteligência Artificial. "As mudanças tecnológicas não podem significar demissão, sobrecarga, vigilância abusiva ou retirada de direitos. Por isso, a nossa pauta de reivindicações propõe uma comissão bipartite para acompanhar projetos de automação, reestruturação, novos equipamentos, acesso remoto e demais alterações no trabalho bancário", completa Juvandia.

     

    Entre as reivindicações relacionadas ao emprego que a categoria irá levar para a mesa de negociações com a Fenaban estão:

    Garantia de emprego: proibição de demissões em massa e fim da rotatividade injustificada.

    Proteção nas reestruturações: mudanças por fusões ou tecnologia devem ser negociadas antes com o movimento sindical.

    Fim da terceirização: quem faz atividade bancária deve ser reconhecido como bancário, com todos os direitos da categoria.

    Tecnologia com proteção: criação de comissão para acompanhar a automação e impedir a vigilância abusiva.

    Agências digitais também são bancos: direitos iguais e jornada regulada para quem trabalha em escritórios digitais.

    Mais contratações: número adequado de funcionários para reduzir filas, a sobrecarga e o estresse.

    Qualificação e inclusão: incentivo à formação de mulheres na TI e processos seletivos sem preconceito de raça, gênero ou idade.

    #MovidosPeloEmprego 

    "Vamos aprofundar o diálogo com as bases e mostrar à população que as reivindicações das bancárias e dos bancários por aumento real e melhores condições de trabalho são também reivindicações importantes para toda a sociedade, por atendimento presencial humanizado e acesso às agências bancárias”, pontua Juvandia Moreira.

    ASCOM do SEEB/SE com FONTE do Portal da Contraf

    • Federação Nacional dos Bancos (Fenaban)
    • Campanha Nacional dos Bancários 2026
    • Movidos pela Luta

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