As lideranças e ativistas dos movimentos sindical, social e religioso sairão em caminhada pelas ruas do Centro de Aracaju até a Pça da Bandeira
Em Aracaju, a manifestação do 29º Grito dos Excluídos será realizada durante o desfile do Dia da Independência do Brasil, 7 de setembro (quinta-feira). A concentração será na Catedral Metropolitana de Aracaju, às 8h da manhã, com Ato Ecumênico e atividades culturais.
Em seguida, as lideranças e ativistas dos movimentos sindical, social e religioso sairão em caminhada pelas ruas do Centro de Aracaju até a Pça da Bandeira.
Nesta edição, o Grito dos Excluídos traz o lema "Você tem fome e sede de quê?".
O presidente da Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB), Adêniton Santana está reforçando a convocação para os sindicatos filiados à CTB/SE para participar da atividade.
De acordo com os organizadores, o 29º Grito dos Excluídos vai levar o alerta para a população de Sergipe sobre a necessidade de lutar em defesa da saúde pública, por paz social, pela valorização dos trabalhadores, contra as privatizações em Sergipe, por uma educação de qualidade, dignidade no trabalho e vida decente para os trabalhadores, pelo direito a ter direitos, por uma legislação comprometida com o povo; por cultura, desenvolvimento e inclusão social; por uma igreja mais avançada, mais preocupada com o social e menos conservadorista; e por dignidade para todos os povos independentemente da nacionalidade.
SAIBA MAIS
A proposta do Grito dos Excluídos e Excluídas surgiu em 1994, a partir do processo da 2ª Semana Social Brasileira, organizada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cujo tema era “Brasil, alternativas e protagonistas”.
O primeiro Grito dos Excluídos foi realizado no dia 7 de setembro de 1995 e teve como lema “A vida em primeiro lugar”, ecoando em 170 localidades.
A partir de 1996, o Grito foi incorporado pela CNBB, que o aprovou em sua Assembleia Geral como parte do Projeto Rumo ao Novo Milênio (PRNM).
Mais que uma articulação, o Grito é um processo, uma manifestação popular que integra pessoas, grupos, entidades, igrejas e movimentos sociais comprometidos com as causas dos excluídos e das excluídas.
A proposta questiona os padrões de independência do povo brasileiro, assim como ajuda na reflexão para um Brasil cada vez melhor e mais justo para todos os cidadãos e cidadãs.
