“Não há perspectiva de uma retomada se não for com o protagonismo dos trabalhadores”, afirmou José Reinaldo 16º Congresso da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe
O mundo vive uma época de crises continuadas. A tônica de consenso que se forma entre as forças progressistas mundiais é que o planeta experimenta transformações inéditas com turbulências e instabilidades econômicas, sociais, ambientais e políticas. A afirmação é do jornalista e editor internacional do site Brasil 247, José Reinaldo de Carvalho.
Durante o 16º Congresso da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe, nesse sábado (07/12), em Salvador, ele fez um panorama da situação internacional, em que se vive um período de recessão, decréscimos na economia, crescimento dos índices de pobreza, miserabilidade e privatização selvagem do Estado. Para ele, a sanha privatista está muito presente e agressiva.
José Reinaldo criticou o crescimento da militarização da vida política e da extrema direita, além da burguesia monopolista financeira, que dificultam a retomada do desenvolvimento mundial. Para ele, a multipolaridade precisa atuar em um cenário político, econômico e social a favor de uma nova ordem mundial.
Cenário nacional
No recorte para o Brasil, o palestrante foi enfático. “Não há perspectiva de uma retomada se não for com o protagonismo dos trabalhadores”. Aprofundar a democracia, promover o plano de longo prazo para o desenvolvimento econômico do Brasil, garantir a justiça social e defender a soberania nacional são missões imperiosas do governo federal.
Mas, a conjuntural atual é desafiadora. Há grandes obstáculos pelo caminho, como a existência de uma maioria reacionária no Congresso Nacional, o resultado desfavorável das últimas eleições municipais e o fortalecimento da direita.
“A disputa sobre os rumos do Brasil está chegando ao nível de tensionamento altíssimo. Ou colocamos as cartas na mesa ou seremos engolidos”. A opinião é do presidente do Sindicato dos Bancários da Bahia, Augusto Vasconcelos, presente no evento.
O sindicalista denunciou as pressões do capital monopolista financeiro para que o governo pratique uma política de arrocho contra o povo brasileiro. A contradição é que justamente o setor bancário, responsável pelo endividamento, cobra o corte de gastos, em detrimento da população e em benefício próprio.
A falta de auditoria da dívida pública, como prevê a Constituição, o ataque especulativo à moeda brasileira, a política sabotadora de Roberto Campo Neto, o bolsonarista que preside o Banco Central, a necessidade da disputa política e ideológica, além da mobilização para garantir a isenção do IR até R$ 5 mil, foram alguns dos pontos explanados por Augusto Vasconcelos.
O presidente do Sindicato finalizou dizendo que o propósito das forças democráticas é construir uma nação soberana, onde as pessoas usufruam das riquezas do país. “Estou esperançoso, apesar das dificuldades. Mesmo diante deste cenário, de tantos ataques, de crises provocadas e induzidas, somos parte importante daqueles que acreditam que este país pode avançar”. Para superar as crises, é essencial uma unidade democrática, progressista e popular.
FONTE: Portal da FEEB/BASE
